Arctic Sunrise

banner_arcticsunrise“O navio da organização ecologista Greenpeace, “Arctic Sunrise”, chegou ontem a Nuuk, capital da Gronelândia, para uma nova expedição que pretende estudar a desintegração do glaciar Petermann e mostrar os efeitos do aquecimento global.

“O nosso objectivo é estudar o glaciar Petermann, o mais setentrional do mundo, de muito difícil acesso e que se está a desintegrar. Queremos mostrar com exemplos concretos o crescente impacto das alterações climáticas na Gronelândia”, explicou Mads Flarup Christensen, director-executivo da Greenpeace Nordic.

As alterações climáticas deixaram de ser uma “teoria” para ser uma “dura realidade”, ultrapassando “as previsões mais pessimistas dos modelos elaborados pelos programas informáticos científicos, nomeadamente no Árctico”, salientou.

Entre 11 e 24 de Julho de 2008, um bocado de 29 quilómetros quadrados desprendeu-se do glaciar Petermann, disse Jason Box, professor-associado no centro de investigação polar da Universidade de Ohio, baseando-se em imagens de satélite da NASA (agência espacial norte-americana). Já entre 2000 e 2001, este glaciar tinha perdido 86 quilómetros quadrados.

“O professor Jason fará parte desta nova expedição da Greenpeace, à qual se vai juntar quarta-feira em Sisimiut (a Norte de Nuuk) com 800 quilos de material de investigação”, informou Christensen.

Jason e outros cientistas americanos e britânicos vão colocar câmaras no glaciar para seguir a sua evolução dia a dia e recolher amostras de espessura do gelo.

Desde o Verão passado que Jason Box olha com atenção para uma enorme fissura no glaciar Petermann que poderá significar mais um desprendimento para breve. Desta vez muito maior, com 160 quilómetros, ou seja, um terço da massa do glaciar, alertou o cientista. O glaciar tem uma superfície flutuante de 16 quilómetros de largura por 80,4 quilómetros de comprimento e cobre 1295 quilómetros quadrados.

A equipa da Greenpeace conta “chegar ao glaciar a 3 de Julho e aí permanecer cerca de um mês”, antes de partir para a zona Este da Gronelândia e analisar “os efeitos do aquecimento nos glaciares de Kangerdlugssuaq e Hellmand”, visitados na última expedição da Greenpeace à Gronelândia em 2005.”

Fonte: Público.pt

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