Publicado por: R. Mutt | Junho 30, 2009

A fonte de Buckley

A versão de “We All Fall In Love Sometimes”, original de Elton John, é já de 1992 e não é desconhecida dos seguidores mais entusiastas de Jeff Buckley. A música foi gravada no programa “The Music Faucet” da rádio WFMU e circulou amplamente pela internet, sem nunca ter sido oficialmente editada.

Este ano, a versão de Buckley (remasterizada) chega finalmente ao circuito oficial através da banda sonora do novo filme de Nick Cassavetes, “My Sisters Keeper”, que conta com Cameron Diaz, Alec Baldwin e Joan Cusack nos principais papéis.

Não sei se o filme é bom ou mau ou só assim assim, mas a música vale a pena ouvir. Nem que seja só para alegrar o dia em que se soube que Jens Lekman veio da América do Sul com o belo do H1N1 (força aí Jens!).

Primeiro a música, depois o trailer:


 

Publicado por: R. Mutt | Junho 28, 2009

Festival Ao Largo

Entre 26 de Junho e 19 de Julho, o Festival Ao Largo toma conta do largo de São Carlos, no Chiado, e oferece bailado, teatro e música sinfónica a quem por lá passar. E oferece mesmo, porque a entrada é gratuita.

No dia 26, passamos por lá, distraídos, e ainda pudemos ver um bocadinho de um grande espectáculo.

Vídeos de qualidade podem ser vistos no canal YouTube do festival.

Publicado por: R. Mutt | Junho 23, 2009

Sons da Corte (podcast n.º 6)

Sons da Corte (podcast n.º 6) – Junho 2009

1 – Phoenix – Fences
2 – Grizzly Bear – Two Weeks
3 – Sonic Youth – Sacred Trickster
4 – Yeah Yeah Yeahs – Dull Life
5 – Ladyhawke – Paris is Burning
6 – Royksopp – The Girl And The Robot
7 – Sneaky Sound System – When We Were Young

Feed RSS (subscrever podcast ou fazer download do ficheiro .m4a)

Sons da Corte 6 (mp3)

(O ficheiro .m4a tem conteúdo melhorado com imagens e separação das faixas por capítulos).

Publicado por: R. Mutt | Junho 17, 2009

Wolfgang Amadeus Phoenix

Se há coisa rara (ou quase) é eu ouvir uma banda francesa e gostar, logo assim à primeira, arrebatado. No caso de Phoenix e do extraordinário Wolfgang Amadeus Phoenix eu ouvi, ouvi, ouvi e ouvi e ainda não percebi como é que a música destes 4 fantásticos rapazes de Versalhes (grande pinta, uma banda de Versalhes, uh?) tem-me passado completamente ao lado.

O disco de que vos falo é já o quarto da banda e pelo que se percebe pelas avaliações entusiasmadas que se lêem na internet é a sua obra maior. Eu não ouvi mais nada senão este Wolfgang Amadeus, mas que me caia já um trovão na cabeça se estes Phoenix alguma vez editaram coisa melhor. É verdade, o disco é tão bom ao ponto de eu dar tiros no escuro com a plena confiança de que não vou atingir ninguém mortalmente. E garanto-vos, não houve raio na tola, estou aqui inteirinho e em pleno poder de todos os meus cabelos.

O primeiro single do disco foi Lisztomania (no vídeo), que abre brilhantemente o álbum e é já sério candidato a single do ano. É qualquer coisa, não é? Depois assistimos a uma descarga de grandes canções, com aquele toque que só mesmo os bons franceses sabem dar ao pop/rock. Lá pelo meio mais uns quantos candidatos a single do ano: lembro-me de 1901, Fences, Lasso e Armistice, por exemplo. Ah, vai acabar num dos lugares de topo entre os meus discos preferidos de 2009. Só para que não restem dúvidas.

Ok, só mais uma para os mais cépticos:

Publicado por: R. Mutt | Junho 16, 2009

Questões da praxe

universidade

Uma visita recente de um amigo a Coimbra trouxe de novo à discussão uma velha história que sempre me irritou solenemente: a confusão de alguns “esclarecidos” que teimam em dizer que a Torre da Universidade é, afinal, a Torre da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Claro, é um discurso que vem de dentro, uma espécie de lobby pela conquista da tradição pelo costume. O visitante não conhecia Coimbra, nem a Universidade e teve como cicerone uma estudante de Direito que lhe terá dito “olha, esta é a Cabra, a torre da minha faculdade”. Ele acreditou.

Admito que possa ter sido pura ingenuidade, mas eu também estudei naquela Faculdade – uns meses curtos, mas muito intensos – e sei que há uma boa parte daquela gente que acredita convictamente que a FDUC é um caso à parte. “Coimbra é Direito”, “Direito é exigência”,  “não é qualquer um que acaba o curso”, “se não é assim, porque é que só Direito funciona nos edifícios originais da Universidade?” etc, etc, etc. Sem meias palavras, conversinha de merda.

Na altura em que era estudante isso irritava-me e irritava-me também alguma hipocrisia. Umas vezes eram privilegiados porque tinham aulas com os grandes pensadores do Direito do País, da Europa e até do Mundo (e tinham, mas nem lá iam), outras vezes os velhos catedráticos eram todos uns valentes merdas com a mania que no tempo deles é que se estudava a sério e que agora só queriam dificultar e prejudicar intencionalmente. Mas então, como ficamos?

Isto era em 1998. Parece que ainda está tudo na mesma.

Que fique registado que fiz grandes amizades na FDUC e até tenho saudades de lá estudar, ao ponto de pensar acabar o que deixei incompleto um dia. Ah, antes que atirem pedras, eu era dos que iam às aulas das 8.30 dos grande senhores daquele sítio. Ainda hoje me lembro de cor de muitas frases do Gomes Canotilho no Paulo Quintela, o auditório da Faculdade de Letras, para onde mudei, ou dos desvairios do Pinto Bronze e do seu “tradicional cepticismo, axiologicamente agnóstico do Positivismo”.

Publicado por: R. Mutt | Junho 15, 2009

Só pode ser maldade

Será que ainda vamos a tempo de ter os Kings of Leon em Portugal este ano? Por favor gente dos festivais, façam uma força e tragam até cá uma das melhores bandas ao vivo do momento!

Eu até sou dos puristas dos tempos de Youth and Young Manhood e do arrasador Aha Shake Heartbreak e reconheço que Only By The Night é, de todos os álbuns, o mais comercial da banda- ou acessível se preferirem -, mas que é um disco cheio de músicas de arrasar qualquer plateia, lá isso é! Só a voz singular de Caleb Followill vale um bilhete.

Publicado por: R. Mutt | Junho 15, 2009

Marketing e publicidade

Valença_-_Ponte_Internacional

Sou minhoto e o porque o Minho ganhou uma nova cidade deixo aqui o apontamento: A Assembleia da República aprovou no dia 12 de Junho a elevação de 22 povoações a vilas e a criação de cinco novas cidades: Borba, Senhora da Hora, Samora Correia, Valença (na foto a Ponte Internacional) e São Pedro do Sul. A notícia foi recebida em festa, mas aparentemente a ganhar só há o nome e o prestígio. Curiosamente são as mesmas razões que fazem Ponte de Lima continuar a recusar a elevação a cidade, em defesa do título de vila mais antiga de Portugal.

Publicado por: R. Mutt | Junho 12, 2009

Pânico no Vaticano

Vi hoje Anjos e Demónios e gostei. Parece-me uma adaptação bem conseguida da obra de Dan Brown, principalmente se a compararmos com o trabalho feito com O Código Da Vinci, essa desilusão cinematográfica sem tamanho.

Palmas para Ron Howard pela resiliência. Segue-se o trailer que, aviso, não faz justiça ao filme.

Publicado por: R. Mutt | Junho 6, 2009

Temos recorde?

Federer Roland Garros
Inesperadamente, Soderling derrotou Rafa Nadal no palco onde todos diziam que o espanhol era imbatível e impediu o número 1 do mundo de erguer pela quinta vez consecutiva o troféu de Roland Garros.

Roger Federer (na foto) agradece a Soderling por não ter de enfrentar de novo Nadal (com quem perdeu as 4 últimas finais do Open de França), mas tem de bater o sueco para igualar o recorde de Pete Sampras em número de títulos do Grand Slam conquistados. Mais significativo ainda: Federer está muito perto de conseguir triunfar pela primeira vez em Roland Garros.

ACTUALIZAÇÃO: Roger Federer venceu e ergueu finalmente a Taça dos Mosqueteiros. É o melhor de todos os tempos.

Publicado por: R. Mutt | Junho 5, 2009

MGMT lançam vídeo com Joanna Newsom

O novo vídeo de Kids, faixa do brilhante Oracular Spectacular, disco de estreia dos nova-iorquinos MGMT, conta com a participação de Joanna Newsom. A americana, de 26 anos, abandonou por momentos o seu habitual ar angelical de harpista e assume o papel de mãe desleixada de uma criança perseguida por visões atormentadas.

No meio disto tudo só me confunde a atribuição da frase inicial a Mark Twain. Não foi Nietzsche quem disse: “Quem luta com monstros deve cuidar para que não se transforme também em monstro. E se tu olhares durante muito tempo para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti”?

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